Trata-se do Padre Roberto Landell de Moura (1861–1928), um gênio nascido em Porto Alegre que, literalmente, estava décadas à frente de seu tempo.

Enquanto o mundo credita o italiano Guglielmo Marconi pela invenção do rádio, muitos historiadores e cientistas defendem que o pioneirismo real pertence ao “padre cientista” gaúcho.
Diferente de Marconi, que em seus primeiros anos (1895) transmitia apenas sinais de Código Morse (pontos e traços), Landell de Moura conseguiu o “impossível”: transmitir a voz humana sem fios.
Landell não era apenas um sonhador; ele era um técnico rigoroso. Ele obteve patentes no Brasil (1901) e nos Estados Unidos (1904) para:
Além disso, seus cadernos de anotações já previam o que viria a ser a televisão (que ele chamava de Telephotorama) e o teletipo.
O “esquecimento” de Landell de Moura não foi acidental, mas fruto de uma combinação trágica de fatores:
Recentemente, a história começou a fazer justiça ao seu legado. Em 2012, o nome de Roberto Landell de Moura foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, e ele é oficialmente reconhecido como o Patrono dos Radioamadores Brasileiros.
Sua restauração deu vida nova ao rosto desse homem que, mesmo incompreendido por seus contemporâneos, olhava para o céu e enxergava um futuro onde todos estaríamos conectados pelo ar.
Você gostaria de saber mais sobre algum dos aparelhos específicos que ele inventou, como o famoso Gouraudphone?
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