Em San Giovanni Rotondo, na Itália, a vida do **Padre Pio de Pietrelcina** não era apenas marcada pela devoção, pelos **estigmas** – as chagas de Cristo em seu corpo – e por milagres. Por trás da figura serena do frade capuchinho, desenrolava-se uma **batalha noturna e brutal** contra o inimigo mais antigo da humanidade.
A principal razão, de acordo com a tradição católica e os relatos sobre a vida de Padre Pio, para que ele fosse alvo de ataques físicos do demônio, era a **inveja e a fúria do Maligno** contra as boas obras e a santidade do frade. A crença é que, quanto mais uma pessoa se dedica a Deus e trabalha pela salvação das almas (como Padre Pio fazia com a direção espiritual, a confissão e os milagres), mais ela se torna um alvo para o demônio, que busca a todo custo corromper sua fé e sua alma.
O combate não era apenas uma tentação sutil na mente; era um confronto direto, muitas vezes, **corpo a corpo**. Padre Pio era **espancado** de forma tão violenta que, na manhã seguinte, seus irmãos de hábito encontravam-no machucado, com hematomas e, por vezes, sangrando. A agressão era a manifestação da **obsessão diabólica**, o último recurso do inferno contra aquele que não se dobrava.
Padre Pio frequentemente descrevia em suas cartas as agressões físicas que sofria, as quais eram tão reais que deixavam marcas em seu corpo. Ele escreveu:
"O inimigo não quer me deixar sozinho, **me bate continuamente**. Ele tenta envenenar minha vida com as armadilhas infernais... A noite passada eu passei muito mal. Desde que me deitei, às cinco da manhã, aquele coisa-ruim não fez outra coisa senão importunar-me... Cheguei a **verter sangue pela boca**." ($^1$)
Em outro momento, relatou a violência na cela:
"Estes demônios nunca deixam de me atacar, inclusive fazem com que eu **caia da cama**. Também **rasgam minhas vestimentas** para açoitar-me! Mas já não me assustam porque Jesus me ama e ele sempre me levanta e me coloca novamente na minha cama." ($^2$)
O demônio não usava apenas a força bruta, mas também a astúcia, disfarçando-se para enganar o frade e minar sua fé e sua castidade. Ele aparecia de várias formas, desde criaturas repugnantes até disfarces sedutores e sacrílegos.
O Maligno assumia diversas formas para atingir o santo:
Apesar da dor e do medo, a resposta de Padre Pio era sempre a mesma: **fé inabalável e oração**. Ele entendia que Deus permitia essas provações extraordinárias não para destruí-lo, mas para purificá-lo e demonstrar que a força do cristão reside na total confiança em Deus. Sua arma mais poderosa contra as agressões era o **crucifixo**, e suas defesas eram a **Confissão** e a **Eucaristia**.
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